Guerra em Berlim?

17 Novembro, 10:58

Hoje estou atolado de trabalho, mas como meu leitor de notícias fica sempre aberto eu vi essa notícia de relance e não posso deixar de comentar: “Grupo político extremista alemão tenta inflamar uma guerra civil para ‘comemorar’ vinte anos da queda do muro de Berlim”.

Aparentemente, uns idiotas movidos por motivos políticos, acharam por bem destruir restaurantes de cadeias estrangeiras e jogar molotovs em bancos internacionais porque “antigamente era melhor”.

Em nota divulgada nos jornais berlinenses, o grupo diz que na época em que o muro existia a vida era melhor pois era mais simples e o “caminho lógico a seguir é voltar àquele tempo”.
Porque pelo visto eles não gostam de liberdade de escolha.

Mas o detalhe que mais me chamou atenção e me fez querer comentar foi o fato de que nove integrantes dessa corja foram presos e nenhum deles tem mais de vinte anos.
Ou seja, o mais velho deles nasceu quando o muro já não mais existia. E mesmo assim eles acham que antigamente era melhor.

Num mundo com pessoas tão burras a ponto de achar que uma situação horrível pode ser romantizada a ponto de ser desejável, o melhor a fazer é se esconder. Principalmente da mídia.

Abelhas atacam!

14 Novembro, 14:06

Esses dias sem energia e Internet foram realmente muito estranhos e além disso fiquei sem minha única fonte de notícias, mas agora isso se resolveu -eu espero- e finalmente estou me inteirando do que aconteceu no mundo.

Um notícia que me chamou a atenção foi o retorno das abelhas, depois do esquisito “colapso das colônias”, um fenômeno ocorrido no mundo inteiro entre 2006 e 2008 onde aqueles insetos simplesmente apareciam mortos, sem causa aparente.

O mistério durou até acabar -ainda continua, não existindo motivo óbvio para o desaparecimento quase total das colmeias, mas acabou porque foi resolvido por si só- e agora o problema é outro: as dóceis abelhas melíferas europeias e americanas não estão conseguindo se recuperar tão rapidamente quanto as ferrenhas abelhas africanas, que além de serem bastante agressivas -atacando “preventivamente” tudo que passar por perto delas- também são parasitas, pois transferem suas rainhas para colmeias alheias, efetivamente tomando conta do grupo, que passa a produzir mais abelhas africanas.

É de se pensar que aquelas só existissem na África, o que era verdade até os final dos anos 70, quando um brasileiro importou algumas caixas com o intuito de produzir mais mel e de melhor qualidade no Brasil.
O esquema vinha dando certo até que um funcionário displicente esqueceu uma das caixas abertas e várias abelhas escaparam e começaram a fazer colmeias selvagens -fora do controle de qualquer apiário- usando principalmente as já existentes, das abelhas nativas, bem menores e mais mansas.

Em apenas alguns anos, todo o continente americano já havia sido colonizado por essa nova espécie extremamente adaptativa que, apesar de dar muito mais mel que as nativas, também são muito mais perigosas por serem altamente agressivas e possuirem ferrões e quantidade de veneno maiores.

Algo semelhante aconteceu na Europa, mas lá o problema foi maior pois havia mais de um ponto de partida -Portugal, Alemanha e Itália- das africanas.

Pois bem, agora que as abelhas conseguiram vencer o problema do colapso das colônias, as africanas, por serem mais resistentes, sairam na frente e agora dominam boa parte do mundo.

O que é uma péssima notícia para nós humanos, que gostamos de mato e aventura.

A notícia finaliza alertando que um estudo recente -já de setembro deste ano- indica que as abelhas estão ainda mais irritáveis. A potência do veneno continua a mesma, mas a agressividade aumentou consideravelmente e que, nos próximos meses, a medida que as colônias voltem aos seus tamanhos originais, o número de mortos por picadas deve aumentar consideravelmente.

Coincidentemente, ontem a noite eu vi o que suponho ser -não sou entomólogo, não tenho certeza- uma enorme colmeia num galho baixo duma arvore numa pracinha em frente a um colégio.
Espero que não sejam africanas. Meu sobrinho estuda lá.

Austrália diminui

12 Novembro, 07:52

Já faz mais de um mês e só a agora a Austrália está voltando a dar notícias.
E talvez essa seja a notícia mais bizarra que eu já ouvi: “Pela primeira vez na história, a população australiana diminui”.

Pelo visto, o apocalipse australiano está acontencedo sim!

Com a economia destruída -até a natureza está sumindo, pois Mar de Corais já era- as pessoas perderam completamente as perspectivas -pois aviões estão proibidos de entrar lá até que todos os resquícios da poeira corrosiva desapareçam-, se desesperaram e mandaram a civilidade ir pastar.

Um comentarista fez uma analogia interessante, comparando o país a um jovem bonito, bem sucedido e cheio de expectativas de sucesso que perde o emprego e se deixa levar pelo submundo das drogas.
Um país que poderia ser uma das maiores potências mundiais em 50 anos, hoje serve de arena para a anarquia e o caos.

Terrorismo em Itaipu?

11 Novembro, 09:02

“Todos têm certeza, mas o governo não divulga” é a primeira linha da matéria que li agora há pouco, dita -anonimamente- por um suposto funcionário do Ministério de Minas e Energia a um dos principais jornais eletrônicos do país.
“Não existe ‘pane’ assim, que deixe todo o complexo da maior usina hidrelétrica do mundo sem funcionar por quase doze horas e volte com apenas 50% da capacidade”.

Palavras fortes, certamente. Mas minha pergunta é: quem iria ganhar com esse blecaute em Itaipu?
Vândalos não teriam o poder de causar algo assim. Se foi um atentado proposital, foi obra de alguma organização poderosa.

O banho de sangue que se seguiu -e que só agora começa a aparecer na Internet quando os provedores conseguiram voltar ao ar- não tem justificativa.
Quem fez isso, seja lá o que “isso” for, estava extremamente mal intencionado.

O caos completo e total advindo de uma noite sem luz alguma -nem contar com a lua podiam, pois esta convenientemente só apareceu três horas depois da “pane”- me fez relembrar como somos animais.
Ao menor sinal de que podemos manter nossa impunidade, nos transformamos e mandamos a sociedade pastar.

Quinze estados sem luz! Quinze!
Bilhões de reais de prejuízo, tanto público quanto privado.
Milhares de vidas perdidas.
Oito horas de puro pânico e medo.

Quem ganharia com isso?
Qual o motivo que levaria alguém a inutilizar uma das maiores usinas de energia do mundo no meio da noite?

Falam em ataque hacker como uma possível causa já que os apagões em 2007 no Espírito Santo e em 2005 no Rio de Janeiro foram causados por ataques cibernéticos e um ex-agente da inteligência americana acha possível que os EUA sejam alvo de uma ameaça semelhante.
Mas terá sido mesmo um ataque a distância?

Quem, por quê razão, gostaria de criar as condições que levariam uma imensa população pacífica a se tornar violenta, incontrolável e irresponsável?
Existe algum motivo por trás?

As pessoas dos estados afetados acordaram esta manhã, além de muito assustados, sem água em suas torneiras.

Como disse o funcionário anônimo da entrevista, um empresa desse porte não para simplesmente.
Isso só se daria se alguém forçosamente fizesse acontece.
E alguém com muito conhecimento interno.

Ontem, o Brasil foi se deitar Terra de Gente Abençoada e amanheceu Terra de Ninguém.

Apagão em Itaipu!

10 Novembro, 22:56

Me preciptei ao dizer que São Paulo estava sem luz.
O Rio de Janeiro também foi, bem como sete outros estados alimentados pela usina hidrelétrica de Itaipu.

Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pernambuco, todos sem luz!
Nem o Paraguai escapou do blackout!

O trânsito está caótico, os metrôs fecharam, várias pessoas escutam tiros nas ruas, a situação está absurda!

Liguei para um amigo meu agora em São Paulo e ele está trancado dentro de casa, à luz de velas, ouvindo a confusão lá fora.
Buzinas e batidas de carros, tiros, pessoas gritando…

Vou continuar acompanhando e torcer para a energia não sumir daqui novamente.
O Brasil voltou à Idade da Pedra…

Apagão em São Paulo

10 Novembro, 22:39

Primeiro aqui ficou com a luz meia-boca por mais de uma semana e agora eu descubro -via tuiteiros que tuitam pelo celular- que em São Paulo não há energia.

Foi faltando de bairro em bairro, segundo narração em tempo real dos microblogueiros.
Nem o portal principal do maior canal de TV do país abre!

O que está acontecendo com a energia elétrica neste país?

Remédio falso

9 Novembro, 17:30

A energia voltou ao normal sexta-feira, mas a Internet só voltou hoje.
Isso está acontecendo em mais algum lugar ou só aqui?

Bom, a primeira coisa que vejo quando abro meu agregador de notícias é “Remédio falso contra a Gripe Suína mata duas pessoas”.
Os supostos remédios são produzidos na China, sem o menor controle de qualidade, e vendidos pela Internet para quem quiser comprá-los.
Funcionando ou não.

O citado na matéria como causador da morte de dois americanos é vendido como “oseltamivir herbal” e, após testes realizados pelo CDC, foi revelado que ele contém doses altíssimas de arsênio, um elemento extremamente tóxico.

Não posso culpar os vendedores da pílula pois a alegação deles na propaganda é “cura a gripe e todas as outras doenças” (sic). E, realmente, a morte cura tudo.

Sarcasmo à parte, obviamente essa notícia espalhou o pânico por boa parte do mundo.
E não só entre os compradores do veneno, mas entre governos, pois a China simplesmente não admite que algo assim esteja saindo de lá -apesar de ser bastante óbvio que é esse o caso- e uma boa parte das organizações de saúde pública do mundo considera isso um risco imenso para suas respectivas populações, pois em alguns casos -esse infelizmente não foi um fato isolado-, sites que vendem essa charlatanice inescrupulosa recebem até 40 mil visitas por dia.

São quarenta mil pessoas, por dia, por página.
Se cinco por cento dessas pessoas comprarem um desses supostos “remédios” contaminados com veneno, são duas mil pessoas potencialmente mortas para cada uma dessas farmácias on-line.

É realmente bem mais fácil espalhar o pânico que espalhar informação.

Hinduísmo vs. protestantismo

6 Novembro, 09:03

Não é a primeira vez, com certeza não será a última.

Mais uma vez, as leis anticonversão da Índia foram impostas por militantes hindus em detrimento da saúde física de missionários proselitistas no estado de Rajastão, forçando um pregador a procurar refúgio no estado vizinho de Punjabi.

O ataque foi perpetrado com barras de ferro enquanto o sujeito presidia um culto na vila de Koida.
O pastor foi expulso de um hospital ao a causa dos ferimentos e a polícia se recusou a ajudá-lo, pois ele estava incorrendo em crime quando foi surrado.

As leis anticonversão (especialmente em Rajastão) permitem o “uso de força e quaisquer meios necessários” para evitar que a população seja convertida, o que obviamente desagrada a minoria cristã do país que vez por outra se revolta mas é facilmente contida pela polícia local.

O problema neste caso é que o pastor é líder daquela religião específica na região e o conceito de “vingança” é bastante conhecido e até incentivado em casos como esse.
É a solução orgânica para um problema jurídico.

Mais uma vez a natureza humana revela a realidade religiosa.

A pomba divina

5 Novembro, 22:12

O Grande Colisor de Hádrons morreu de novo porque, aparentemente, um pássaro derrubou um pão sobre a máquina.
Já li em várias fontes diferentes, com estórias diferentemente escritas, então acho que procede. Ridículo, mas verdadeiro.
Mas vocês acreditam que alguém realmente escreveu que “foi a pomba do Espírito Santo que lançou o Pão Divino sobre o demoníaco LHC”?
Porque eu li, mas ainda não acredito.

Extremistas religiosos jamais param de me surpreender.
Em outro blogue -que eu confesso que entrei só por causa do título “crianças se ajoelham perante anticristo”- um grupo evangélico acredita que o Papa seja a incarnação do Satanás.
Cristãos não só não aceitam a liderança de outra facção cristã como rotulam o líder como sendo o extremo oposto.

Podem procurar, vejam por vocês mesmos. Duas crianças ajoelhadas em frente a Joseph “Ratzo” Ratzinger e uma lição bíblica sobre o porquê ele é “filho do capeta”.
Agora, se essa descendência for verdadeira mesmo, o Cão é bastante rico. Já viram quantos rubis adornam o trono do Papa?
Isso é outra coisa difícil de acreditar.

Caminhada zumbi

4 Novembro, 08:53

(Este artigo estava pronto desde sexta-feira, mas como tanto a energia quanto a Internet estão irritantemente não-confiáveis, tanto que o aviso de ontem saiu truncado, só hoje consegui postar.)

Começando do começo: esperávamos quarenta pessoas, no entanto fomos surpreendidos por quase oitenta indivíduos!
Assim que vi tantas pessoas fiquei apreensivo. Muita gente para controlar, muitos rostos desconhecidos para confiar.

Mas meu medo foi em vão, tudo correu perfeitamente bem!

Saímos exatamente às oito horas -para a surpresa de muitos que apostavam em atrasos- e andamos mais ou menos um quilômetro. Pode não parecer, mas isso é um esforço incrível para quem está praticamente “rastejando em pé”, como disse um dos zumbis.
Tanto que demoramos quase uma hora para chegar ao restaurante que marcava o final do percurso.

A gerência já esperava por nós, pois a organização teve o bom senso de ligar antes explicando a situação, mas as pessoas lá dentro não faziam ideia do que estava acontecendo quando começaram a ver aquela horda de zumbis se aproximando a passo de tartaruga.

No caminho, conseguimos fazer alguns adolescentes correrem, uma senhora gritar de medo, dois corredores noturnos mudarem de calçada e um criança chorar. O pai da menina não ficou com cara de satisfeito, mas pelo menos deixou por isso mesmo.

Nem todos ficaram no restaurante quando acabamos, pois alguns preferiram continuar a brincadeira e ir para bares desavisados. Principalmente os que foram pela primeira vez este ano.

A melhor parte da noite foi quando um dos organizadores levantou para fazer um discurso que consistia integralmente de gemidos. Todos riram bastante, incluindo os fregueses “vivos”.

No mais, foi uma farra boa. Ficamos até a madrugada e acabei indo com uns colegas para a praia, ver o sol nascer e tirar a maquiagem com um banho de mar, o que nos deu uma ideia ótima: zumbis aquáticos ano que vem!

Hoje a tarde -nota: isto foi escrito na noite seguinte à caminhada- um amigo meu que participou me ligou e disse que quase bateu o carro na volta para casa. Nada muito grave, apenas se distraiu e subiu uma calçada, se recuperando rapidamente.
Mas o episódio criou uma piada: se ele bate o carro e fica inconsciente, já pensou na cara da equipe de emergência chegando ao local e vendo um motorista recém-acidentado já em estado avançado de putrefação?