Mais doze embaixadores?

16 outubro, 16:11

Outros doze embaixadores doentes?

Isso não caracteriza uma maldição.
Maldição seria pessoas morrendo por força de um elemento sobrenatural, o que não é o caso. Os embaixadores estão adoecendo e algum deles estão morrendo porque um deles contraiu um vírus e espalhou para os demais.

O alerta da OMS -por causa da nova epidemia de varíola- contra pessoas doentes embarcando em aviões se sobrepõe à imunidade diplomática, mas qualé o funcionário de aeroporto que vai abordar um diplomata e impedi-lo de embarcar?
E é exatamente por causa disso que agora existem tantos focos dessa nova bronquite espalhados pelo mundo, especialmente entre as classes mais ricas.

É nessas horas que é bom ser pobre.

A única coisa nisso que realmente me assusta é o fato de toda a Comitiva de Paz Russo-Tailandesa ter contraído, praticamente ao mesmo tempo, essas duas formas novas de doenças antigas; bronquite sofia e varíola teravada.
A ambas durante as conferências de paz em Mianmar.

Essas quase duzentas pessoas doentes e com acesso irrestrito pelo mundo já passaram, juntas, por quase trinta países nos quinze dias em que suas doenças ainda eram assintomáticas, mas transmissíveis.

Algo muito sério precisará ser feito a respeito.

E.T. fala mesmo?

16 outubro, 14:23

Antes de ir dormir ontem eu li um relatório das agências de busca por vida extra-terrestre onde elas mostram como podem ter certeza de que o sinal captado semana passada é realmente uma espécie de comunicação, quase certamente uma linguagem.

Eles demonstram como a relação Diversidade x Frequência pode ser usada para confirmar o uso de comunicação.
Por exemplo: só diversidade não diz nada. Sinais que repetem muito pouco (ou nunca) são apenas aleatórios, como os emitidos por pulsares.
Frequência sozinha também não é grande coisa, pois um sinal simples repetido um milhão de vezes não comunica nada.
Num gráfico com Frequência num eixo e Diversidade no outro, comunicação (ou linguagem mais especificamente) é caracterizada por uma linha mais ou menos a quarenta e cinco graus de inclinação, pois as duas “grandezas” são proporcionais e o número de palavras (ou sinais) é tão grande quanto o número de vezes que elas são proferidas.

Isso é válido para humanos, baleias, cachorros, lagartos, borboletas e até algumas plantas.

Eu estou em casa às duas da tarde escrevendo isto porque, ao ouvir uma conversa sobre os ET’s no restaurante onde almoço, me meti e fui tentar explicar isso para um dos clientes.
Ele começou a esbravejar dizendo que não podem existir seres fora deste mundo porque a religião dele diz isso e que animais nunca podem ser comparados com humanos por motivos semelhantes.

Insistentemente, tentei argumentar que todos nós terráqueos somos parentes uns dos outros e igualmente evoluídos, mas antes de conseguir explicar que essa suposição de comunicação extrapolada serviria também para seres de outros planetas, fui violentamente atacado a socos e pontapés.

O louco que pulou em cima de mim não era o sujeito com o qual eu discutia, mas um que eu sequer havia notado mas que estava acompanhando a nossa conversa.
O único aviso que ele deu antes de me agredir foi um grito de “matem o herege!“.

Por sorte, nem o meu interlocutor era tão fervoroso em suas crenças e me ajudou a me livrar do meu atacante, que precisou ser contido por três pessoas, enquanto eu sangrava pelo nariz e boca e me encolhia no chão sem ar devido a um pontapé no estômago.

O médico do hospital que me atendeu recomendou que eu ficasse alguns dias sem trabalhar, pois tive o indicador da mão direita quebrado enquanto os outros dedos estão todos luxados.
Acho que vou ficar alguns dias sem digitar também, pois este exercício me está causando imensa dor.

Pelo menos agora eu aprendo a ficar calado.

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