Gripe suína H1N1 e as curas milagrosas
30 novembro, 08:39
Esta é a temporada de ouro para os charlatões!
O circo midiático em torno da gripe suína foi tão fenomenal que todo mundo realmente acredita piamente que estamos à beira de uma pandemia mortal e irreversível.
E não faltam curas milagrosas para a doença que vai destruir a civilização. Nem tampouco pessoas crédulas o suficiente para pagar caríssimo por pílulas de efeitos duvidosos.
Graças à extensiva propaganda gratuita do mal, criminosos sem-vergonha que promotem vender o bem estão ficando ricos às custas de vidas alheias.
Das quase três mil farmácias online baseadas nos EUA que estão vendendo as supostas curas, apenas quatro são certificadas pela Associação Americana de Farmácias, o que não impede um fluxo diário nesses sítios de mais de quarenta e duas mil pessoas.
Quarenta e dois mil possíveis clientes todos os dias.
Sabem quanto isso dá por ano? Onze bilhões de dólares.
Mais do que o PIB da Guiana é gasto anualmente em remédios falsos que nem de placebo servem.
Isso não é altamente revoltante?
Se fosse só isso eu ainda conseguiria dormir bem, mas infelizmente vivemos em tempos estranhos.
A mídia americana de direita (conservadora) está pintando e demônio o presidente liberal e fomentando o medo entre as pessoas, chegando a extremos como insinuar conspirações.
Uma dessas envolve a vacina contra a gripe suína, que é constantemente citada como “experimental”, enquanto paralelos são traçados entre aqueles que aceitam ser vacinados e ratos de laboratório.
Um dos apresentadores mais conhecidos do círculo televisivo americano disse com todas as letras que não ia “se deixar vacinar” -como se fosse obrigatório, o que não é- porque “não quer ser cobaia de ninguém”, apesar de existirem evidências suficientes de que a vacina é segura e especialmente eficaz, pois a cepa do vírus é bastante específica.
E o resultado de deixar que ideais políticos ceguem a razão e matem o bom senso é a morte de milhares.
Muitas pessoas estão morrendo por simplesmente preferirem gastar seus recursos em magia enquanto desconfiam da Ciência.
Eu li num jornal a frase “muitas pessoas morrendo de graça”, mas não concordo. Essas mortes estão saindo caríssimo tanto para elas, quanto para seus parentes e para o Governo.
Os americanos desperdiçam onze bilhões em charlatanice, já a vacina de verdade -que funciona e é de graça- ninguém quer tomar.
Como disse um comentarista político num canal adversário: é sempre bem mais fácil disseminar medo que informação.
Robôs vs. Humanos
25 novembro, 20:59
Deveria estar acontecendo neste exato momento a Feira Internacional do Robô -ou Robotec Fair- 2009, mas certos indivíduos consideram robôs sencientes uma ameaça à raça humana.
E qual a melhor maneira de assegurar que alto-falantes com rostos e máquinas que limpam carpetes automaticamente não afetaram a nossa segurança?
Isso mesmo. Com molotovs.
Um grupo ainda não identificado entrou no pavilhão de exposições onde estava acontecendo a maior feira de robótica do mundo e, se aproveitando de uma falha de segurança que permitia a entrada com garrafas plásticas, destruiu todas as máquinas com bombas caseiras.
Como se isso já não bastasse, assim que todos os visitantes sairam às pressas depois que o alarme de incêndio soou -no Japão eles treinam para essas eventualidade, se fosse aqui eu nem quero imaginar a quantidade de mortos-, eles tocaram fogo no prédio para que “nenhuma máquina capaz de ferir um ser humano sobrevivesse”, segundo uma nota anônima enviada à imprensa.
Não é a primeira vez que isso acontece em território japonês, um dos locais com maior concentração de tecnologia de ponta no mundo, e o grupo tecnofóbico extremista Humanos pela Sobrevivência é suspeito de ter cometido o atentado de hoje.
Segundo declaração em sua página na Internet, eles são “pessoas preocupadas com a tomada do mundo pelas Máquinas e que farão todo o possível e tudo que acharem certo para combater esse mal iminente”.
Sendo a raça formada por pessoas assim, eu diria “já vai tarde!”
Nojo.
Guerra em Berlim?
17 novembro, 10:58
Hoje estou atolado de trabalho, mas como meu leitor de notícias fica sempre aberto eu vi essa notícia de relance e não posso deixar de comentar: “Grupo político extremista alemão tenta inflamar uma guerra civil para ‘comemorar’ vinte anos da queda do muro de Berlim”.
Aparentemente, uns idiotas movidos por motivos políticos, acharam por bem destruir restaurantes de cadeias estrangeiras e jogar molotovs em bancos internacionais porque “antigamente era melhor”.
Em nota divulgada nos jornais berlinenses, o grupo diz que na época em que o muro existia a vida era melhor pois era mais simples e o “caminho lógico a seguir é voltar àquele tempo”.
Porque pelo visto eles não gostam de liberdade de escolha.
Mas o detalhe que mais me chamou atenção e me fez querer comentar foi o fato de que nove integrantes dessa corja foram presos e nenhum deles tem mais de vinte anos.
Ou seja, o mais velho deles nasceu quando o muro já não mais existia. E mesmo assim eles acham que antigamente era melhor.
Num mundo com pessoas tão burras a ponto de achar que uma situação horrível pode ser romantizada a ponto de ser desejável, o melhor a fazer é se esconder. Principalmente da mídia.
Abelhas atacam!
14 novembro, 14:06
Esses dias sem energia e Internet foram realmente muito estranhos e além disso fiquei sem minha única fonte de notícias, mas agora isso se resolveu -eu espero- e finalmente estou me inteirando do que aconteceu no mundo.
Um notícia que me chamou a atenção foi o retorno das abelhas, depois do esquisito “colapso das colônias”, um fenômeno ocorrido no mundo inteiro entre 2006 e 2008 onde aqueles insetos simplesmente apareciam mortos, sem causa aparente.
O mistério durou até acabar -ainda continua, não existindo motivo óbvio para o desaparecimento quase total das colmeias, mas acabou porque foi resolvido por si só- e agora o problema é outro: as dóceis abelhas melíferas europeias e americanas não estão conseguindo se recuperar tão rapidamente quanto as ferrenhas abelhas africanas, que além de serem bastante agressivas -atacando “preventivamente” tudo que passar por perto delas- também são parasitas, pois transferem suas rainhas para colmeias alheias, efetivamente tomando conta do grupo, que passa a produzir mais abelhas africanas.
É de se pensar que aquelas só existissem na África, o que era verdade até os final dos anos 70, quando um brasileiro importou algumas caixas com o intuito de produzir mais mel e de melhor qualidade no Brasil.
O esquema vinha dando certo até que um funcionário displicente esqueceu uma das caixas abertas e várias abelhas escaparam e começaram a fazer colmeias selvagens -fora do controle de qualquer apiário- usando principalmente as já existentes, das abelhas nativas, bem menores e mais mansas.
Em apenas alguns anos, todo o continente americano já havia sido colonizado por essa nova espécie extremamente adaptativa que, apesar de dar muito mais mel que as nativas, também são muito mais perigosas por serem altamente agressivas e possuirem ferrões e quantidade de veneno maiores.
Algo semelhante aconteceu na Europa, mas lá o problema foi maior pois havia mais de um ponto de partida -Portugal, Alemanha e Itália- das africanas.
Pois bem, agora que as abelhas conseguiram vencer o problema do colapso das colônias, as africanas, por serem mais resistentes, sairam na frente e agora dominam boa parte do mundo.
O que é uma péssima notícia para nós humanos, que gostamos de mato e aventura.
A notícia finaliza alertando que um estudo recente -já de setembro deste ano- indica que as abelhas estão ainda mais irritáveis. A potência do veneno continua a mesma, mas a agressividade aumentou consideravelmente e que, nos próximos meses, a medida que as colônias voltem aos seus tamanhos originais, o número de mortos por picadas deve aumentar consideravelmente.
Coincidentemente, ontem a noite eu vi o que suponho ser -não sou entomólogo, não tenho certeza- uma enorme colmeia num galho baixo duma arvore numa pracinha em frente a um colégio.
Espero que não sejam africanas. Meu sobrinho estuda lá.
Austrália diminui
12 novembro, 07:52
Já faz mais de um mês e só a agora a Austrália está voltando a dar notícias.
E talvez essa seja a notícia mais bizarra que eu já ouvi: “Pela primeira vez na história, a população australiana diminui”.
Pelo visto, o apocalipse australiano está acontencedo sim!
Com a economia destruída -até a natureza está sumindo, pois Mar de Corais já era- as pessoas perderam completamente as perspectivas -pois aviões estão proibidos de entrar lá até que todos os resquícios da poeira corrosiva desapareçam-, se desesperaram e mandaram a civilidade ir pastar.
Um comentarista fez uma analogia interessante, comparando o país a um jovem bonito, bem sucedido e cheio de expectativas de sucesso que perde o emprego e se deixa levar pelo submundo das drogas.
Um país que poderia ser uma das maiores potências mundiais em 50 anos, hoje serve de arena para a anarquia e o caos.
Terrorismo em Itaipu?
11 novembro, 09:02
“Todos têm certeza, mas o governo não divulga” é a primeira linha da matéria que li agora há pouco, dita -anonimamente- por um suposto funcionário do Ministério de Minas e Energia a um dos principais jornais eletrônicos do país.
“Não existe ‘pane’ assim, que deixe todo o complexo da maior usina hidrelétrica do mundo sem funcionar por quase doze horas e volte com apenas 50% da capacidade”.
Palavras fortes, certamente. Mas minha pergunta é: quem iria ganhar com esse blecaute em Itaipu?
Vândalos não teriam o poder de causar algo assim. Se foi um atentado proposital, foi obra de alguma organização poderosa.
O banho de sangue que se seguiu -e que só agora começa a aparecer na Internet quando os provedores conseguiram voltar ao ar- não tem justificativa.
Quem fez isso, seja lá o que “isso” for, estava extremamente mal intencionado.
O caos completo e total advindo de uma noite sem luz alguma -nem contar com a lua podiam, pois esta convenientemente só apareceu três horas depois da “pane”- me fez relembrar como somos animais.
Ao menor sinal de que podemos manter nossa impunidade, nos transformamos e mandamos a sociedade pastar.
Quinze estados sem luz! Quinze!
Bilhões de reais de prejuízo, tanto público quanto privado.
Milhares de vidas perdidas.
Oito horas de puro pânico e medo.
Quem ganharia com isso?
Qual o motivo que levaria alguém a inutilizar uma das maiores usinas de energia do mundo no meio da noite?
Falam em ataque hacker como uma possível causa já que os apagões em 2007 no Espírito Santo e em 2005 no Rio de Janeiro foram causados por ataques cibernéticos e um ex-agente da inteligência americana acha possível que os EUA sejam alvo de uma ameaça semelhante.
Mas terá sido mesmo um ataque a distância?
Quem, por quê razão, gostaria de criar as condições que levariam uma imensa população pacífica a se tornar violenta, incontrolável e irresponsável?
Existe algum motivo por trás?
As pessoas dos estados afetados acordaram esta manhã, além de muito assustados, sem água em suas torneiras.
Como disse o funcionário anônimo da entrevista, um empresa desse porte não para simplesmente.
Isso só se daria se alguém forçosamente fizesse acontece.
E alguém com muito conhecimento interno.
Ontem, o Brasil foi se deitar Terra de Gente Abençoada e amanheceu Terra de Ninguém.
Apagão em Itaipu!
10 novembro, 22:56
Me preciptei ao dizer que São Paulo estava sem luz.
O Rio de Janeiro também foi, bem como sete outros estados alimentados pela usina hidrelétrica de Itaipu.
Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pernambuco, todos sem luz!
Nem o Paraguai escapou do blackout!
O trânsito está caótico, os metrôs fecharam, várias pessoas escutam tiros nas ruas, a situação está absurda!
Liguei para um amigo meu agora em São Paulo e ele está trancado dentro de casa, à luz de velas, ouvindo a confusão lá fora.
Buzinas e batidas de carros, tiros, pessoas gritando…
Vou continuar acompanhando e torcer para a energia não sumir daqui novamente.
O Brasil voltou à Idade da Pedra…
Apagão em São Paulo
10 novembro, 22:39
Primeiro aqui ficou com a luz meia-boca por mais de uma semana e agora eu descubro -via tuiteiros que tuitam pelo celular- que em São Paulo não há energia.
Foi faltando de bairro em bairro, segundo narração em tempo real dos microblogueiros.
Nem o portal principal do maior canal de TV do país abre!
O que está acontecendo com a energia elétrica neste país?
Remédio falso
9 novembro, 17:30
A energia voltou ao normal sexta-feira, mas a Internet só voltou hoje.
Isso está acontecendo em mais algum lugar ou só aqui?
Bom, a primeira coisa que vejo quando abro meu agregador de notícias é “Remédio falso contra a Gripe Suína mata duas pessoas”.
Os supostos remédios são produzidos na China, sem o menor controle de qualidade, e vendidos pela Internet para quem quiser comprá-los.
Funcionando ou não.
O citado na matéria como causador da morte de dois americanos é vendido como “oseltamivir herbal” e, após testes realizados pelo CDC, foi revelado que ele contém doses altíssimas de arsênio, um elemento extremamente tóxico.
Não posso culpar os vendedores da pílula pois a alegação deles na propaganda é “cura a gripe e todas as outras doenças” (sic). E, realmente, a morte cura tudo.
Sarcasmo à parte, obviamente essa notícia espalhou o pânico por boa parte do mundo.
E não só entre os compradores do veneno, mas entre governos, pois a China simplesmente não admite que algo assim esteja saindo de lá -apesar de ser bastante óbvio que é esse o caso- e uma boa parte das organizações de saúde pública do mundo considera isso um risco imenso para suas respectivas populações, pois em alguns casos -esse infelizmente não foi um fato isolado-, sites que vendem essa charlatanice inescrupulosa recebem até 40 mil visitas por dia.
São quarenta mil pessoas, por dia, por página.
Se cinco por cento dessas pessoas comprarem um desses supostos “remédios” contaminados com veneno, são duas mil pessoas potencialmente mortas para cada uma dessas farmácias on-line.
É realmente bem mais fácil espalhar o pânico que espalhar informação.
Hinduísmo vs. protestantismo
6 novembro, 09:03
Não é a primeira vez, com certeza não será a última.
Mais uma vez, as leis anticonversão da Índia foram impostas por militantes hindus em detrimento da saúde física de missionários proselitistas no estado de Rajastão, forçando um pregador a procurar refúgio no estado vizinho de Punjabi.
O ataque foi perpetrado com barras de ferro enquanto o sujeito presidia um culto na vila de Koida.
O pastor foi expulso de um hospital ao a causa dos ferimentos e a polícia se recusou a ajudá-lo, pois ele estava incorrendo em crime quando foi surrado.
As leis anticonversão (especialmente em Rajastão) permitem o “uso de força e quaisquer meios necessários” para evitar que a população seja convertida, o que obviamente desagrada a minoria cristã do país que vez por outra se revolta mas é facilmente contida pela polícia local.
O problema neste caso é que o pastor é líder daquela religião específica na região e o conceito de “vingança” é bastante conhecido e até incentivado em casos como esse.
É a solução orgânica para um problema jurídico.
Mais uma vez a natureza humana revela a realidade religiosa.