30 dezembro, 00:14

eu não quero morrer eu preciso parar eu não quero morrer eu preciso me readaptar eu não quro morrer eu preciso achar a saíde eu não quero morrer eu preciso rever eu não quero morrer eu preciso vbiver eu não quero morrer eu preciso da solução eu não quero morrer eu preciso parar eu não quero morrer eu preciso muito preciso eu não quero morrer eu preciso de um remédio eu não quero morrer eu preciso largar o remédio eu não quero morrer eu preciso acordar eu não quero morrer eu preciso dormir eu não quero morrer eu preciso nascer eu não quero morrer eu preciso acordar preciso acordar preciso acordar preciso acordar precisao acordar precisoc acrodar eu não quero morrer eu prevciso abrir os olhos eu não quero morrer eu p



Onde estão todos?

28 dezembro, 01:31

Eu tenho total noção da época do ano.Meu sobrinho não recebeu meu presente,eu sei que não,vi a caixa aqui.Deveriam ter levado.Não por mim,por ele.Crianças merecem presentes,eu não mereço presentes.Qual é mais importante,meu ato de dar ou o dele de receber,se minha única alegria fosse essa é certo suprimir apenas mais uma alegria dele por minha causa?Acho que sim.Coisas ruins acontecem com pessoas boas mesmo quando essas pessoas ainda são novas demais para terem consciência de bom ou ruim.Então eu sou uma pessoa boa se algo ruim me acontece?Meu presente não foi entregue,esse seria o meu presente,isso é ruim para mim,sou uma pessoa boa?Mas ele também não recebeu,isso é ruim também para ele,pode haver mais de uma pessoa boa por situação ruim?Estou com tanta fome.Onde estão todos?

Mensageiro do caos

22 dezembro, 09:37

O eclipse de ontem -ou foi anteontem, difícil saber os dias quando mal se dorme e se alucina a maior parte do tempo- não foi um mensageiro do caos, foi apenas coincidência ter acontecido quando aconteceu, num mundo que está cada vez mais perto do buraco onde as mensagens mais claras não precisam mais vir dos céus mas já pousaram e estão ao nosso redor, próximas a nós, nos oprimindo, nos calando, evitando contato, dificultando nossa existência e atrasando nossa recuperação. O mundo já não merece mais um eclipse, talvez ele sim esteja vivendo num eterno estado de penumbra, mas não da luz do sol sendo escondida por um outro corpo celeste mas a luz do pensamento e da razão dando espaço ao ridículo inventando uma nova forma de pensar que não é nova apenas inédita para esta geração mas que aparenta ser cíclica como dizem ser a história, “estamos voltando ao medievalismo?”, eu me pergunto. Remédios ainda existem, não voltamos no tempo tecnologicamente, apenas na forma de pensar, os remédios que antes não existiam vieram para suprir a falta deixada pelas máquinas de tortura e de controle da vontade e do pensamento onde Inquisição se torna inquirição ao evoluir a Cura da Água para a mais eficaz disfrenia tardia que transforma privação de sono em depravação da vigília que torna impossível não olhar para uma lua vermelha na madrugada e achar que é o sol que está morrendo enquanto as ruas estão escuras e sem vida e pensar “seria isso consequencias dos meus atos ou dos atos de outros?”. A cada dia que passa a vida se torna um conceito mais e mais estranho, “se o sol pode morrer então ele está vivo? Está a lua viva? As ruas têm vida ou são vivas? Estou eu vivo ou sou apenas uma coleção de pequenas vidas me carregando por aí? O que exatamente está sendo carregado? Quem sou eu e por que estou ou sou vivo? Quantas pequenas vidas dentro de mim precisam morrer para que eu morra? Quantas pequenas vidas precisam morrer para que o planeta morra?”, como conviver com isso? Privação de sono e de convívio geram depravação de ideias. O mensageiro do caos está entre nós, apenas não foi o eclipse e talvez não sejam os -peridois ou -nazinas da cartela, mas dá vontade de achar que são todos eles, jogar fora todas as cápsulas antes que a tentação de abri-las me vença e eu encontre dentro delas pequenas mensagens do Caos em forma de uma imensa e vermelha lua cheia.

 

A verdade prevalecerá

21 dezembro, 10:31

Este texto não é dirigido a ninguém em particular, afinal eu não quero ter meus bens confiscados novamente, mas é necessário ser dito que por mais que alguns tentem manipular a realidade para lhes favorecer, a verdade sempre continuará existindo e, mais cedo ou mais tarde, virá à superfície. Foram sete meses, mas eu não estou vencido. Este periódico ainda tem muito o que relatar antes do fim inevitável -meu ou dele ou de nós todos- e já tendo vencido o maior obstáculo à narrativa até agora, pretendo continuar o que me foi nefastamente negado quando suprimiram meu direito natural de expressão e ideias, recomeçando de um novo começo, olhando para frente através de olhos inchados e virando muito pouco para o passado com um pescoço por demais apertado e danificado mas não tão destruído quanto minha dignidade. Minha família me acha um louco, meus poucos amigos se afastaram, nobody knows you when you’re down and out, observou Robert Johnson e confirmo eu agora, no entanto ele se enganou ao afirmar que as pessoas o procuram quando você retorna e isso ainda não me aconteceu. Talvez meus poucos leitores continuem fieis, talvez? Difícil saber se além de meus inimigos mais alguém me lia mas acho que agora é a hora de descobrir, de ver o que acontece, de encarar as consequências que agora eu sei que existem mas jamais sem precisar me humilhar novamente pois agora eu sou forte, mais forte, mais sabido, mais vivido, sei o que pode acontecer e estou preparado, parar com os remédios e continuar minha vida, deixar para trás os últimos sete meses de humilhação subumana, reconquistar a confiança da minha família, voltar a trabalhar, tentar manter consciência o máximo possível, saber o que se passa, evitar as armadilhas e dizer as coisas como elas são e fazer novos amigos, confiáveis, que não vão me dar as costas num momento de necessidade e evitar novos inimigos que me atacam fisica, mental, emocional e materialmente. Lentamente vou publicar novamente os textos tirados do ar, exceto os que me deram maiores problemas ou então vou editá-los para diminuir o que quer que precise ser reduzido ou alterado porque preciso não mais sentir o que sinto, é muito estranho conviver com isso sabendo -como sou o único que sei e que posso saber- o que sei, as coisas que aconteceram e o motivo para todas elas acontecerem. O mundo é um lugar estranho, a apreensão causada é insuportável e saber que estou sendo observado só piora a sensação e eu sei que estou fazendo sentindo pelo menos para quem conhece o que eu sei sendo essas pessoas em pequeno número, especialmente agora, mas meu irmão deve ligar para mim a qualquer momento, eu espero. Eu estou de volta, espero que dure muito, mas a verdade está ao meu lado e a verdade prevalecerá!

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