Abelhas atacam!

14 novembro, 14:06

Esses dias sem energia e Internet foram realmente muito estranhos e além disso fiquei sem minha única fonte de notícias, mas agora isso se resolveu -eu espero- e finalmente estou me inteirando do que aconteceu no mundo.

Um notícia que me chamou a atenção foi o retorno das abelhas, depois do esquisito “colapso das colônias”, um fenômeno ocorrido no mundo inteiro entre 2006 e 2008 onde aqueles insetos simplesmente apareciam mortos, sem causa aparente.

O mistério durou até acabar -ainda continua, não existindo motivo óbvio para o desaparecimento quase total das colmeias, mas acabou porque foi resolvido por si só- e agora o problema é outro: as dóceis abelhas melíferas europeias e americanas não estão conseguindo se recuperar tão rapidamente quanto as ferrenhas abelhas africanas, que além de serem bastante agressivas -atacando “preventivamente” tudo que passar por perto delas- também são parasitas, pois transferem suas rainhas para colmeias alheias, efetivamente tomando conta do grupo, que passa a produzir mais abelhas africanas.

É de se pensar que aquelas só existissem na África, o que era verdade até os final dos anos 70, quando um brasileiro importou algumas caixas com o intuito de produzir mais mel e de melhor qualidade no Brasil.
O esquema vinha dando certo até que um funcionário displicente esqueceu uma das caixas abertas e várias abelhas escaparam e começaram a fazer colmeias selvagens -fora do controle de qualquer apiário- usando principalmente as já existentes, das abelhas nativas, bem menores e mais mansas.

Em apenas alguns anos, todo o continente americano já havia sido colonizado por essa nova espécie extremamente adaptativa que, apesar de dar muito mais mel que as nativas, também são muito mais perigosas por serem altamente agressivas e possuirem ferrões e quantidade de veneno maiores.

Algo semelhante aconteceu na Europa, mas lá o problema foi maior pois havia mais de um ponto de partida -Portugal, Alemanha e Itália- das africanas.

Pois bem, agora que as abelhas conseguiram vencer o problema do colapso das colônias, as africanas, por serem mais resistentes, sairam na frente e agora dominam boa parte do mundo.

O que é uma péssima notícia para nós humanos, que gostamos de mato e aventura.

A notícia finaliza alertando que um estudo recente -já de setembro deste ano- indica que as abelhas estão ainda mais irritáveis. A potência do veneno continua a mesma, mas a agressividade aumentou consideravelmente e que, nos próximos meses, a medida que as colônias voltem aos seus tamanhos originais, o número de mortos por picadas deve aumentar consideravelmente.

Coincidentemente, ontem a noite eu vi o que suponho ser -não sou entomólogo, não tenho certeza- uma enorme colmeia num galho baixo duma arvore numa pracinha em frente a um colégio.
Espero que não sejam africanas. Meu sobrinho estuda lá.

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