A verdade prevalecerá

21 dezembro, 10:31

Este texto não é dirigido a ninguém em particular, afinal eu não quero ter meus bens confiscados novamente, mas é necessário ser dito que por mais que alguns tentem manipular a realidade para lhes favorecer, a verdade sempre continuará existindo e, mais cedo ou mais tarde, virá à superfície. Foram sete meses, mas eu não estou vencido. Este periódico ainda tem muito o que relatar antes do fim inevitável -meu ou dele ou de nós todos- e já tendo vencido o maior obstáculo à narrativa até agora, pretendo continuar o que me foi nefastamente negado quando suprimiram meu direito natural de expressão e ideias, recomeçando de um novo começo, olhando para frente através de olhos inchados e virando muito pouco para o passado com um pescoço por demais apertado e danificado mas não tão destruído quanto minha dignidade. Minha família me acha um louco, meus poucos amigos se afastaram, nobody knows you when you’re down and out, observou Robert Johnson e confirmo eu agora, no entanto ele se enganou ao afirmar que as pessoas o procuram quando você retorna e isso ainda não me aconteceu. Talvez meus poucos leitores continuem fieis, talvez? Difícil saber se além de meus inimigos mais alguém me lia mas acho que agora é a hora de descobrir, de ver o que acontece, de encarar as consequências que agora eu sei que existem mas jamais sem precisar me humilhar novamente pois agora eu sou forte, mais forte, mais sabido, mais vivido, sei o que pode acontecer e estou preparado, parar com os remédios e continuar minha vida, deixar para trás os últimos sete meses de humilhação subumana, reconquistar a confiança da minha família, voltar a trabalhar, tentar manter consciência o máximo possível, saber o que se passa, evitar as armadilhas e dizer as coisas como elas são e fazer novos amigos, confiáveis, que não vão me dar as costas num momento de necessidade e evitar novos inimigos que me atacam fisica, mental, emocional e materialmente. Lentamente vou publicar novamente os textos tirados do ar, exceto os que me deram maiores problemas ou então vou editá-los para diminuir o que quer que precise ser reduzido ou alterado porque preciso não mais sentir o que sinto, é muito estranho conviver com isso sabendo -como sou o único que sei e que posso saber- o que sei, as coisas que aconteceram e o motivo para todas elas acontecerem. O mundo é um lugar estranho, a apreensão causada é insuportável e saber que estou sendo observado só piora a sensação e eu sei que estou fazendo sentindo pelo menos para quem conhece o que eu sei sendo essas pessoas em pequeno número, especialmente agora, mas meu irmão deve ligar para mim a qualquer momento, eu espero. Eu estou de volta, espero que dure muito, mas a verdade está ao meu lado e a verdade prevalecerá!

Terrorismo engraçado

30 março, 21:50

Ano passado, algum tempo depois de acharem um sinal interessante no espaço, eu achei que seria o fim da estória. Obviamente eu estava enganado.

Um grupo que se classifica como “terrorista” -pois mais ninguém o faria- passou um bom tempo se organizando e, a partir do começo do mês passado vem praticando uma espécie de “ato terrorista” mas que, como o Dia Mundial do Pulo, me cheira mais a uma tentativa de forçar o surgimento de um meme, porém parece que vem dando certo, no entanto, tanto que passou a atrair a atenção da mídia.

O grupo diz em seu website que pretende facilitar a entrada dos extra-terrestres no nosso planeta bloqueando a visão dos astrônomos.
Mas dessa vez os cientistas não estão correndo risco pessoal. A autoproclamada “organização terrorista para o extermínio dos humanos” está simplesmente apontando holofotes para o céu nas vizinhanças de observatórios ao redor do mundo para tentar diminuir a resolução das observações. Brilhante essa ideia!

Se a moda realmente pegar, uma parte importante da pesquisa científica mundial pode ser afetada por algum tempo até que se ache uma solução diplomática -já que não existem leis contra apontar luzes para cima- mas eu não creio que algo com esse nível de estupidez se espalhe muito.
Mas como coisas mais idiotas têm seguidores, eu posso estar errado.

Se toda organização terrorista fosse assim…
Infelizmente nem toda piada é engraçada.

Chineses contaminados

11 janeiro, 23:53

Segundo as notícias que achei -e que já são um pouco antigas- a maioria da população de China fuma. Mas isso não é novidade.
O que os jornais noticiaram semana passada e eu não tinha condições de escrever aqui foi o envenenamento em massa dos chineses.

Algum grupo -possivelmente- que ainda não assumiu autoria resolveu adicionar veneno em milhões de cigarros.
Através de um pequeno furo, um gás a base de cianureto é introduzido dentro dos pacotes, contaminando os cigarros de maneira que o fumante não perceba imediatamente, mas criando um efeito cumulativo razoável, que pode matar uma pessoa antes mesmo do maço acabar.

E como se isso não fosse suficiente, várias organizações antitabagistas -na China, tudo é muito- concluiram que seria de bom tom sair pelas cidades com agulhas, perfurando pacotes para fazer parecer que aqueles estariam contaminados.
O que, logicamente, causou enormes confusões, incluindo vários incidentes em que balconistas enraivecidos mataram pessoas que participavam de “brincadeira”.

É muito difícil conseguir extrair da China dados confiáveis, mas observadores internacionais calculam o número de mortos na casa de dezenas de milhares. Conservadoramente.

Ciência tupiniquim

14 dezembro, 08:13

Me orgulho em saber que não só lá fora existem trabalhos científicos grandes o suficiente para serem alvos de ataques terroristas.
Me envergonha concluir que aqui, alternativamente, não existe polícia.

Quando os cientistas trabalhando no LHC foram ameaçados mês passado, rapidamente a polícia suíça resolveu a situação, aumentando a segurança do local e efetuando algumas prisões importantes.

Mas aqui, quando no começo de dezembro um grupo de grileiros e contrabandistas cumpriu promessas já antigas e incendiou uma base do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, às margens do Rio Negro, os cientistas receberam apoio policial? Não. Receberam várias contas para pagarem os equipamentos perdidos e multas do governo pelo “mal uso” da área reservada a eles.

Os bandidos continuam derrubando árvores protegidas e contrabandeando madeira enquanto a ciência brasileira vive mais um dia como o anterior.

Blecaute alfabético

10 dezembro, 08:00

Qualquer dúvida de que o apagão do dia 10 de novembro tenha sido causado por terroristas foi desfeita hoje, quando foi constatado que os nove blecautes de ontem ocorrem somente nas capitais das regiões sudeste e sul, por exatamente dez minutos em cada cidade e em ordem alfabética.

Primeiro Belo Horizonte, às 21:20h, seguida -a cada dez minutos- por Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente Vitória, que ficou sem energia até às 22:30, horário exato do início do apagão de um mês atrás.

Mais uma vez, o Governo está enrolando uma resposta pois agora as evidências são fortes demais para serem varridas para debaixo do tapete.

Quer dizer então que qualquer pessoa que possua um computador pode potencialmente fazer o que bem entender com o nosso sistema elétrico?
Estamos vivendo em tempos assustadores!

Meu primeiro tiroteio

22 setembro, 04:06

Acordei há mais ou menos vinte minutos rodeado pelo som de tiros.

Por algum motivo ainda oculto para mim, passei o dia ouvindo fogos de artifício sendo soltos esporadica mas insistentemente, por toda a cidade.
Onde quer que estivesse, ouvia “doze rojões” vez por outra: no trabalho, na cafeteria, durante o jantar.
Ao ouvir os tiros enquanto dormia, achei que fossem apenas mais fogos, tanto que eles entraram meus sonhos como sendo apenas isso: fogos de artifício.
Mas eu sei reconhecer o som de disparos de .38 por já ter atirado algumas vezes numa fazenda de um amigo.
E foi o entendimento que me acordou.

Estava sonhando com uma final de campeonato de alguma coisa e de repente estava rodeado por atiradores, correndo pela minha vida.
Me levantei assustado a tempo de constatar que o que me acordou eram balas sendo disparadas. O som de tábuas de madeira se chocando é inconfundível.

Pela altura, era aqui perto. Pelo eco, era muito perto. Ainda não tenho certeza, mas acho que entre o meu prédio e o vizinho.
Ainda não tive oportunidade de interfonar para a portaria pois numa tentativa de acalmar meu coração, liguei a TV e antes da imagem estabilizar ouvi palavras tão comuns hoje em dia que prenderam a minha atenção: “ataque terrorista”.

Segundo um canal de notícias 24hs, rebeldes separatistas taiwaneses aceleraram o inevitável, arrancando um pedaço da Represa das Três Gargantas.
E quando se trata de um aparador de água, “um pedaço” é o mesmo que “todo”.

O projeto já vinha apresentando problemas desde seu início quase vinte anos atrás, incluindo reparos apressados em rachaduras imensas e o medo constante de desabamento devido ao peso do volume de água empurrando a maior parede de contenção da história.
Os taiwaneses foram lá e deram um “empurrãozinho”. Com bombas.

Ou não! A mídia não é exatamente livre naquela parte do mundo e é difícil saber o que exatamente está acontecendo.
Segundo um dos “especialistas” do canal, tremores sísmicos foram registrados na área ao redor da represa, o que pode ter sido a real causa da tragédia. Porque quando a maior estrutura já construída rompe e bilhões de litros de água jorram sem controle em direção a áreas povoadas, não há outra palavra a ser usada senão “tragédia”.
Outro especialista disse depois que culpar os separatistas faz sentido e que a retaliação já está a caminho.
Não entendo de política internacional.

Perdi o fio da meada na última linha porque ouvi sons de sirene. Não da polícia, mas de ambulância.
Fui lá embaixo ver o que tinha acontecido. Eu e todos os moradores de todos os prédios da rua.
Poucas vezes vi tanta gente junta às três e pouco da manhã. E certamente nunca vi tanta gente de pijama ao mesmo tempo.

Três mortos no tiroteio. Um deles taxista, com um tiro nas costas.
Além do táxi, outro carro abandonado com um corpo no banco de trás, “morto há pelo menos oito horas” segundo um maqueiro da ambulância. Também de tiro.

Faltando três horas para eu ir trabalhar, vi quatro cadáveres em frente ao meu edifício.
E milhares de mortos virtuais potenciais na TV.

Vou preparar meu café e ouvir música enquanto espero amanhecer.

Atentado ao bom senso

15 setembro, 08:43

Ah, que agradável! Assistir a um atentado do outro lado do mundo logo cedo da manhã. Meu dia promete!

Isso tem alguma relevância para mim? Ou melhor ainda, para qualquer brasileiro?
Não, lógico que não tem! Por três razões simples:

1 – Talvez menos de 1% da população saiba apontar a Bulgária num mapa. Com legendas!

2 – O embaixador ainda nem tinha chegado. Se ele tivesse morrido, talvez fosse notícia, mas uma quase-morte?

3 – Tá faltando notícia aqui? Porque meu vizinho da casa antiga morreu de Dengue ontem. Mas como não foi numa explosão no meio da rua a meio mundo de distância, acho que não conta…

Aliás, quem nasce em Sofia é o quê, sofista? Faz sentido, se você pensar bem…
Mas estou divagando. Meu ponto era: por que 28 sofianos e um grego são mais importantes –em termos de notícia- do que os sete que morreram ontem naquele tiroteio no interior de Tocantins?
Talvez o que venha de fora seja sempre mais importante.

E ainda tem outro ângulo que eles não exploraram; notaram o hidrante quebrado, jorrando água incessantemente sobre as vítimas e as equipes de resgate?
Ainda dá para colocar um “atentando a bomba triplica consumo de água e aumenta o aquecimento global” no meio. Ainda cabe um trocadilho -se os produtores estiverem inspirados: atentado à bomba.

A Mídia adora, simplesmente se delicia, entra em êxtase quando tem uma oportunidade de espalhar pânico.
E daí que queriam matar um canadense? Isso não nos diz respeito!

Talvez seja inveja dos outros países por eles possuírem organizações terroristas.
Mas a Mídia nacional precisa olhar para o próprio umbigo e notar que não há motivo para competição estrangeira, pois a célula terrorista mais bem organizada do mundo veste verde-amarelo e chama-se “telejornalismo”.

Isso ainda vai fazer muito mal.

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